quinta-feira, 7 de maio de 2009

Prefeitos brasileiros discutem crise dos municípios em Brasília

Mais de 500 prefeitos lotaram o Auditório Petrônio Portela, no Senado Federal, ontem, para participar da mobilização “Os Municípios e os Desafios no Enfrentamento da Crise Econômica”, organizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

O encontro foi palco para discussões sobre diversos temas de interesses municipalistas e também reuniu lideranças estaduais de todo o país.

Entre os assuntos principais, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, falou sobre os ajustes do Ministério da Educação (MEC) no Fundeb, que provocaram perdas em mais de três mil municípios brasileiros e sobre a judicialização da saúde - a CNM é contrária à súmula vinculante n.º 4,  editada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).  

Para discutir o impacto da crise econômica nas finanças municipais, Ziulkoski também apresentou aos prefeitos estudos técnicos da CNM, que apontam a queda do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) neste quadrimestre: R$ 954 milhões a menos foram depositados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), em comparação ao mesmo período do ano passado.  

"Precisamos discutir estratégias e buscar soluções práticas. A crise já chegou aos municípios e está ficando cada vez mais aguda", destacou Ziulkoski, que recebeu o apoio dos prefeitos em suas reivindicações.

"Queremos uma solução urgente. Não podemos mais esperar. Os cidadãos estão sofrendo nos municípios", disse emocionada a prefeita de Barra de São Miguel (PB), Luzinete Teixeira Lopes. 

Luiz Antônio Estival Milhomens, prefeito de Nova Veneza (GO), apoiou a iniciativa do encontro promovido pela CNM. "A situação está caótica. Temos que cobrar mais atenção dos deputados e senadores", afirmou. 

Ziulkoski lembrou aos prefeitos e presidentes de entidades estaduais a importância de realizar nos meses de maio e junho reuniões nos estados, para debater assuntos que serão colocados em pauta na XII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, marcada para os dias 14, 15 e 16 de julho. "Precisamos levar essas discussões a todo o país. Temas como saúde, educação e finanças municipais estão entre nossas prioridades", afirmou. 

Fonte: Jornal O Mossoroense

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